A História do Feminismo

Descrição Palestra – A História do Feminismo
Bianca Godoi de Sá Carvalho
O feminismo se consolidou enquanto movimento a partir do século XIX, quando a Primeira Onda trouxe como principal reivindicação o reconhecimento da mulher como ser político, assim, o sufrágio feminino foi motivo de luta principalmente na América do Norte e Europa, até meados do século XX. O período entre a primeira e a Segunda Onda teve uma longa estagnação, tendo o início dessa segunda fase na década de 60. Esta teve como principal objetivo o reconhecimento da mulher perante sua autonomia na sociedade e a busca pela sua liberdade sexual. No Brasil, o movimento se inspirou nas lutas europeias e se consolidou durante essa fase, mas teve como principal barreira a ditadura militar, que cessou o movimento durante anos. Foi na década de 80 que o feminismo se emancipou no Brasil, trazendo as mesmas reivindicações que as europeias. A Terceira Onda teve início logo após a segunda, trazendo na década de 90 questões mais urgentes e focando na liberdade e autonomia da mulher sobre o próprio corpo, num contexto mais micropolítico, ou seja, focando nas especificidades de cada mulher. Foi durante essa onda que o feminismo negro teve visibilidade, reivindicando a situação da mulher negra no cenário atual, que não era vista nem como ser humano.
Visto a trajetória histórica, o movimento ainda é muito importante, e por vezes visto com um olhar de preconceito. É importante salientar que o feminismo busca a emancipação da mulher na sociedade, sendo justo e igualitário, combatendo o sistema patriarcal e o machismo, o que se mostra diferente do femismo, que promove a misandria. Assim, o movimento mostra-se como plural, tendo diversas vertentes, como o Liberal, que foi um dos primeiros subtipos, além de contar com outros, como o Radical, Marxista, Interseccional e até o feminismo pós-moderno Queer. É baseado nesses subtipos do movimento que o feminismo ainda está presente na sociedade, e tendo maior visibilidade devido o ativismo digital atual, que para muitos teóricos é visto como a quarta onda do movimento, que se mostra de forma plural, atendendo a todas as reivindicações, além de questões mais urgentes.
No ativismo digital, as manifestações são articuladas principalmente nas redes sociais e blogs, que possuem páginas e mulheres de influência que movimentam manifestações, saindo do cunho digital para os meios públicos, promovendo uma maior difusão do movimento pelo mundo. O que se mostra muito importante, uma vez que os dados estatísticos que envolvem agressões físicas ou sexuais, e em última estância o assassinatos, só aumentam e são caracterizados como Feminicídio. O ativismo digital pode ser negativo, visto que a difusão de informações pode cegar algumas pessoas, mostrando o movimento de uma forma errônea, por isso é importante informar-se acerca destas questões, para que o movimento não se perca em informações sem embasamento. Acredito que a palestra tenha atingido seu objetivo central e despertado o senso crítico nos ouvintes, podendo sensibilizá-los em torno da temática, que apesar de histórica, ainda precisa de maior visibilidade de toda a sociedade, e não apenas das mulheres.
Referências Bibliográficas
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