Grandes Extinções: estamos a salvo?
Descrição palestra “Grandes Extinções: estamos a salvo?”
Thayane Nogueira Araújo
A elucidação sobre a origem da vida sempre instigou pensadores e estudiosos ao longo dos anos. Desde então várias teorias foram criadas a fim de explicar tal evento, como por exemplo a hipótese da geração espontânea. O pensamento evolutivo que perdurou por muitos anos supunha que as espécies apresentavam um número fixo desde a criação, porém com o passar do tempo e com os novos estudos, a sociedade científica reconheceu que na verdade a diversidade de espécies sofria um aumento constante. E esse surgimento de novas espécies ocorre pelo processo denominado especiação.
Assim como as espécies surgem, elas também desaparecem. E esse desaparecimento se dá pelo processo de extinção, que ocorre quando as espécies não conseguem se adaptar às novas condições ambientais. Portanto, a extinção é um evento natural e importante para os processos evolutivos. Quando essa ocorre em taxas relativamente baixas nas populações, sendo resultante da não adaptação às pressões seletivas, recebe o nome de extinção de fundo. Porém, quando a extinção ocorre devido a eventos catastróficos, nos quais se extingue grande número de espécies, ocorre o que chamamos de extinções em massa. Ao longo de todo tempo geológico observou-se cinco grandes eventos de extinções em massa, os quais ocorreram nos períodos do Ordoviciano, Devoniano, Permiano, Triássico e Cretáceo.
Além dessas, existe a chamada extinção antropogênica a qual é similar às extinções em massa no número de espécies afetadas e na natureza catastrófica, entretanto essa é causada por ações humanas. Esta extinção também é conhecida como sendo a Sexta Extinção em Massa. Apesar da temática ser recente, já está disponível alguns estudos que afirmam estar próximo o tempo em que desaparecerá um número tão grande de espécies, que poderá se considerar, de fato, uma grande nova extinção.
