Ciências Forenses: abordagem sobre a perícia criminal

 

Descrição Palestra - Ciências Forenses: abordagem sobre a perícia criminal

Youry Souza Marques

          A palestra foi planejada no intuito de esclarecer algumas dúvidas que estão relacionadas ao mundo da criminalística, desse modo, foram abordadas as áreas de atuação dos peritos criminais oficiais, como se tornar um perito, o que esse profissional faz, além de mostrar alguns casos e atualidades do ramo forense.

Então, foi explicado que a ciência forense é uma área interdisciplinar que envolve física, biologia, química, matemática e várias outras ciências de fronteira, com o objetivo de dar suporte às investigações relativas à justiça civil e criminal. Recentemente o público começou a se dar conta da importância da ciência no desvendamento de crimes, talvez pelo fato da grande proliferação de programas de televisão, documentários e ficção científica. Cito a série americana CSI (sigla referente à Crime Scene Investigation), a qual foi considerada uma das motivadoras do denominado ‘efeito CSI’ – uma espécie de influência que alguns estudiosos atribuem a determinadas decisões dos jurados perante a insuficiência de provas científicas, algo que, na ficção, não acontece.

          Em seguida foi necessária uma contextualização acerca da história da investigação, dentro disso foi contado que no início do século XX, a única forma de investigação era o método intuitivo.Em 1901, na Scotland Yard, em Londres, foi introduzido o sistema de classificação de impressões digitais de Sir Francus Galton. O polígrafo, um detector de mentiras que media a pressão arterial e a pulsação de um suspeito durante o interrogatório, foi inventado em 1921, mas não teve sucesso. Depois do polígrafo, veio o pentotal sódico, em 1936, um tipo de soro da verdade também, não muito confiável.

Em 1985, foi a vez da descoberta do exame de DNA, inventado por Alex Jeffrey em Leicester, na Inglaterra. A partir daí começou-se a utilização da impressão digital genética, capaz de identificar um suspeito a partir de um fio de cabelo, sangue ou até mesmo células de pele.

Ainda nessa linha, foi falado que a ciência forense é utilizada para analisar vestígios de crimes, em especial os violentos. A partir dos vestígios, o perito os leva a um laboratório criminal onde serão realizados procedimentos, muitas vezes complexos, para se descobrir a origem destes materiais. A Ciência Forense tenta da melhor forma possível, montar o quebra-cabeça de uma cena de crime, a fim de descobrir quem é o autor. Além dos dados físicos do local do crime, também são realizadas entrevistas, levantamento do perfil da vítima, entre outros.

        Ao decorrer da palestra foi reforçado que a ciência forense é um conjunto de elementos de outras áreas, tais como: Criminologia, Antropologia, Odontologia, Patologia, Entomologia e Psicologia. Ela não se limita somente nos vestígios, afinal os quebra-cabeças de um crime são grandes, e inclui muitas pessoas, desde as que estavam ou não no local do crime.

       Com a tecnologia andando sempre a passos mais rápidos, hoje já é possível solucionar crimes que até um tempo atrás seriam considerados quase impossíveis de se solucionar. A apuração com relação aos vestígios deixados pelos criminosos, por exemplo, estão cada vez mais aprimorados, com a utilização de produtos químicos, equipamentos tecnológicos, materiais específicos de alta tecnologia entre outros. Com esses avanços, podemos dizer que hoje muitos crimes são solucionados, graças ao desempenho de cientistas, estudiosos e até mesmo da tecnologia.

Por fim, foi feita uma conclusão na qual os participantes foram convidados a refletir sobre o que é o essencial para um profissional da área forense, sendo ressaltada a característica de ser ético como forma de guia do comportamento moral, ou seja, uma boa conduta humana como parte fundamental para o profissional em perícia.

            Referências

BERGSLIEN, E. Teaching To Avoid the “CSI Effect”. Journal Of Chemical Education. Vol.
83, n° 5, May 2006.

KAZIENKO, J. F. Assinatura Digital de Documentos Eletrônicos Através da Impressão
Digital.
Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, UFSC, 2003.

SOUZA, Raquel Oliveira de. A perícia criminal no Brasil – Explanação histórica, legislativa e função do perito. (36 f.). TCC – Bacharelado em Química. Universidade de Brasília. 2011. 

http://www.portaleducacao.com.br/direito/artigos/49786/cienciaforense#ixzz48RgIWXDJ

A Prática Forense nos cursos de Direito. In: site JusBrasil, Mato Grosso do Sul,online , 2003,p.14.